Por Mariana Bombi
Aproveitando a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o blog vai usar Olimpíadas como plano de fundo para este post!
Os uniformes olímpicos sempre tiveram destaques, seja pela extravagância, seja pela simplicidade. Mas nem sempre foi assim, nas primeiras olimpíadas modernas o vestuário era, em sua maioria, feito de algodão. O problema é que quando molhado, por suor ou chuva o tecido chegava a dobrar de peso, o que dificultava e muito durante a performance dos atletas.
A modelagem era algo igualmente problemático já que em muitas modalidades as mangas e golas impediam a liberdade dos movimentos que cada prática exigia.
Com o passar dos anos, a tecnologia ganhou espaço e contribuiu totalmente para o aperfeiçoamento dos uniformes, a fim de obter o melhor desempenho dos esportistas durante as competições. “Observando os atletas, pudemos entender como o corpo funciona”, explica Jesus Dapena, professor de estudo do movimento da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. A partir daí que os uniformes começaram a ser desenvolvidos até se tornarem tal qual pudemos assistir na ultima Olimpíada em Pequim na China.
Os tênis cada vez mais leves e resistentes, os tecidos feitos com a tecnologia “Fast Dry”, (garantem rápida absorção do suor e não limita nenhum movimento do corpo durante a prática dos exercícios). A empresa Adidas, por exemplo, criou a técnica batizada de manutenção de energia, essa tecnologia se baseou na compressão de regiões específicas do corpo. Isso reduziu a vibração dos músculos e cansou menos o atleta.
Porém em meio de tanta evolução no vestuário olímpico, uma delas não foi bem vista,os maiôs da natação. Eles acabaram gerando polêmica e até a proibição de seu uso pela FINA (Federação Internacional de Natação).
Depois de ter 87 recordes quebrados somente no Cubo D’ Água (nas Olimpíadas de Pequim), o maiô LZR Racer, da Speedo, foi apontado como causa para a impressionante marca.
O traje, lançado em fevereiro de 2008, após três anos de pesquisas com a Nasa (Agência espacial Norte-Americana) não apresenta nenhuma costura, conseguindo um maior deslizamento nas piscinas, placas de poliuretano, que melhoram a flutuação diminuindo o arrasto pelo contato com a água e ainda mais…
Apesar da proibição muitos atletas são a favor do “maiô milagroso”, como Gustavo Borges. Segundo ele a roupa não nada sozinha. A tecnologia vem para ajudar, e se ela consegue te dar um centésimo, é claro que motiva. No aspecto psicológico, pode até fazer o nadador evoluir um pouco.
Já o nadador australiano Kieren Perkins, bicampeão olímpico, faz sua critica, enfatizando que esses maiôs são caros e injustiças seriam feitas, dividindo os nadadores entre os que podem e os que não podem pagar pelo traje.
Veredito dado, para este ano os maiôs voltam a ser como eram antes de Pequim.
A tecnologia esportiva inspira também os estilistas que trazem para as passarelas essas referências que se refletem nas ruas. A tendência do estilo esporte-urbano, surgiu nesse cenário, que usa e abusa dos tecidos tecnológicos e inteligentes. Segundo André Robic, diretor-executivo do IBModa (Instituto Brasileiro de Moda) “A moda esporte-urbana e tecnológica, traduz a idéia de liberdade, saúde e modernidade. As pessoas usam roupas que traduzem o seu estilo de vida. Marcas como a Puma, Okley e outras esportivas souberam usar bem essa comunhão de conceitos”.
Por menor que seja, as academias e parques são vitrines dessas novas inovações, sejam nos calçados para aliviar impactos, sejam nas camisetas usadas para caminhada que não “esquentam” e não “ensopam”. A união da moda e da tecnologia esportiva chegam a população para primeiro, melhorar o desempenho e trazer conformo para depois pensar no design e beleza. Fator que por sinal, nunca deixa a desejar, saindo do contexto dos exercícios físicos para serem usadas no dia-a-dia.

