Olimpíadas, tecnologia esportiva e moda!

Por Mariana Bombi

Aproveitando a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o blog vai usar Olimpíadas como plano de fundo para este post!

Adhemar Ferreira da Silva e o record das Olimpíadas de Helsinque-1952

Os uniformes olímpicos sempre tiveram destaques, seja pela extravagância, seja pela simplicidade. Mas nem sempre foi assim, nas primeiras olimpíadas modernas o vestuário era, em sua maioria, feito de algodão. O problema é que quando molhado, por suor ou chuva o tecido chegava a dobrar de peso, o que dificultava e muito durante a performance dos atletas.

A modelagem era algo igualmente problemático já que em muitas modalidades as mangas e golas impediam a liberdade dos movimentos que cada prática exigia.

Com o passar dos anos, a tecnologia ganhou espaço e contribuiu totalmente para o aperfeiçoamento dos uniformes, a fim de obter o melhor desempenho dos esportistas durante as competições. “Observando os atletas, pudemos entender como o corpo funciona”, explica Jesus Dapena, professor de estudo do movimento da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. A partir daí que os uniformes começaram a ser desenvolvidos até se tornarem tal qual pudemos assistir na ultima Olimpíada em Pequim na China.

Os tênis cada vez mais leves e resistentes, os tecidos feitos com a tecnologia “Fast Dry”, (garantem rápida absorção do suor e não limita nenhum movimento do corpo durante a prática dos exercícios). A empresa Adidas, por exemplo, criou a técnica batizada de manutenção de energia, essa tecnologia se baseou na compressão de regiões específicas do corpo. Isso reduziu a vibração dos músculos e cansou menos o atleta.

Porém em meio de tanta evolução no vestuário olímpico, uma delas não foi bem vista,os maiôs da natação. Eles acabaram gerando polêmica e até a proibição de seu uso pela FINA (Federação Internacional de Natação).

Depois de ter 87 recordes quebrados somente no Cubo D’ Água (nas Olimpíadas de Pequim), o maiô LZR Racer, da Speedo, foi apontado como causa para a impressionante marca.

O traje, lançado em fevereiro de 2008, após três anos de pesquisas com a Nasa (Agência espacial Norte-Americana) não apresenta nenhuma costura, conseguindo um maior deslizamento nas piscinas, placas de poliuretano, que melhoram a flutuação diminuindo o arrasto pelo contato com a água e ainda mais…

Apesar da proibição muitos atletas são a favor do “maiô milagroso”, como Gustavo Borges. Segundo ele a roupa não nada sozinha. A tecnologia vem para ajudar, e se ela consegue te dar um centésimo, é claro que motiva. No aspecto psicológico, pode até fazer o nadador evoluir um pouco.

Já o nadador australiano Kieren Perkins, bicampeão olímpico, faz sua critica, enfatizando que esses maiôs são caros e injustiças seriam feitas, dividindo os nadadores entre os que podem e os que não podem pagar pelo traje.

Veredito dado, para este ano os maiôs voltam a ser como eram antes de Pequim.

 

Desfile Billabong com peças urbanas, confortáveis e com alta tecnologia.

A tecnologia esportiva inspira também os estilistas que trazem para as passarelas essas referências que se refletem nas ruas. A tendência do estilo esporte-urbano, surgiu nesse cenário, que usa e abusa dos tecidos tecnológicos e inteligentes. Segundo André Robic, diretor-executivo do IBModa (Instituto Brasileiro de Moda) “A moda esporte-urbana e tecnológica, traduz a idéia de liberdade, saúde e modernidade. As pessoas usam roupas que traduzem o seu estilo de vida. Marcas como a Puma, Okley e outras esportivas souberam usar bem essa comunhão de conceitos”.

Por menor que seja, as academias e parques são vitrines dessas novas inovações, sejam nos calçados para aliviar impactos, sejam nas camisetas usadas para caminhada que não “esquentam” e não “ensopam”. A união da moda e da tecnologia esportiva chegam a população para primeiro, melhorar o desempenho e trazer conformo para depois pensar no design e beleza. Fator que por sinal, nunca deixa a desejar, saindo do contexto dos exercícios físicos para serem usadas no dia-a-dia.

 

;)

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